Muito além da rede credenciada, o sucesso da estratégia de benefícios agora depende da capacidade de entregar o cuidado necessário com resolutividade e efetividade.
O Gargalo do “Pronto-Socorro Dependente”
Por muito tempo, o sucesso de um benefício de saúde era medido pelo tamanho da rede credenciada. No entanto, o cenário de 2026 mostra que esse modelo, focado na livre escolha sem orientação, gerou um alto custo invisível.
De acordo com o relatório Global Medical Trends da Mercer Marsh Benefícios, a inflação médica no Brasil costuma rodar muito acima do IPCA geral, e um dos principais “drivers” desse aumento é justamente o uso ineficiente do sistema, como exames repetidos e idas desnecessárias à emergência ocasionado por pessoas perdidas pelo sistema de saúde que resolvem cuidar da sua saúde sozinhos.
Quando um colaborador busca um Pronto-Socorro para casos que não são de urgência, o custo pode ser até quatro vezes maior que uma consulta eletiva. Além do impacto financeiro, há o impacto na produtividade: dados da Deloitte indicam que o custo do “presenteísmo” (quando o colaborador trabalha doente e sem foco) pode ser até três vezes maior do que o custo das faltas diretas (absenteísmo).
A Ascensão da Resolutividade
A palavra de ordem nos conselhos de administração este ano é resolutividade. No contexto da saúde corporativa, ela significa resolver o problema do paciente no lugar certo, na hora certa e, preferencialmente, no primeiro contato.
Seguindo as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), sistemas baseados em Atenção Primária e coordenação de cuidado são capazes de resolver até 80% das demandas de saúde sem a necessidade de encaminhamento para especialistas ou prontos-socorros. É uma mudança de paradigma necessária: não se trata de limitar o acesso do colaborador, mas de qualificar sua jornada para que ele receba o tratamento assertivo logo na porta de entrada.
O Papel da Tecnologia e dos Dados
Essa eficiência só é possível através da análise inteligente de dados realizada por um time que verdadeiramente entende do assunto — competência apontada pelo Gartner como prioridade estratégica para 60% dos líderes de RH até 2026.
A chamada Saúde Preditiva permite que o RH deixe de ser apenas um “pagador de faturas” para se tornar um gestor de riscos. Ao utilizar ferramentas como o Mapeamento de Saúde, a empresa consegue identificar padrões de adoecimento e atuar preventivamente.
Nesse cenário, a tecnologia não substitui o médico, mas potencializa a capacidade do RH de cuidar das pessoas de forma estratégica, personalizada e, acima de tudo, sustentável.
Como implementar a Resolutividade no seu RH?
Para migrar de um RH que apenas “compra plano” para um RH que “gere a saúde”, três pilares são fundamentais:
1. Atenção Primária e Coordenação do Cuidado: Estruturar a coordenação do cuidado a partir da Atenção Primária é essencial para acompanhar os colaboradores de forma próxima e personalizada, direcionando cada pessoa para a jornada mais adequada e segura para sua saúde.
2. Educação para o Uso Consciente do Sistema de Saúde: Contar com profissionais capacitados, claros e resolutivos no atendimento fortalece a confiança do beneficiário, orienta decisões mais assertivas e evita que as pessoas se percam em fluxos desnecessários dentro do sistema de saúde.
3. Indicadores de Desfecho e Efetividade Assistencial: Monitorar não apenas a sinistralidade, mas também indicadores de desfecho — como resolutividade e efetividade dos atendimentos — permite definir ações e estratégias mais inteligentes, com foco no que realmente impacta a saúde e a qualidade de vida das pessoas.
O Modelo LIVSAÚDE
Por meio do mapeamento de saúde, a LIVSAÚDE entrega ao gestor a previsibilidade necessária para uma atuação verdadeiramente preditiva, com estratificação de riscos, antecipação de cenários e direcionamento de ações que aumentam a resolutividade e mantêm o foco no que realmente importa: o cuidado.
Na ponta do atendimento, o Doutor LIVSAÚDE atua como o elo central dessa jornada, garantindo que o colaborador conte com um médico que conhece seu histórico, acompanha sua evolução e o conduz com clareza e assertividade.
O resultado é um ecossistema em que a saúde é gerida por dados e cuidada por pessoas, fazendo com que a resolutividade deixe de ser apenas um indicador no relatório e se torne uma experiência real, consistente e percebida no dia a dia de cada colaborador.
Conclusão
O futuro do RH não é apenas sobre oferecer benefícios, mas sobre garantir que eles sejam efetivos. A resolutividade é a ponte entre o bem-estar do colaborador e a sustentabilidade financeira da operação.
Fontes consultadas:
1. Global Medical Trends, Mercer Marsh Benefícios (2025).
2. The costs of presenteeism in the workplace, Deloitte Insight.
3. HR Technology Strategy Survey, Gartner (2025). 4. Primary Health Care Report, World Health Organization (WHO).